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terça-feira, 3 de outubro de 2017

História da Guitarra: Parte 2

Texto de Amanda Pontual

Postado originalmente em: www.acordesrecife.blogspot.com

No capítulo anterior, vimos os primórdios da guitarra elétrica e alguns de seus principais idealizadores. Neste segundo capítulo, abordaremos a consolidação deste que é um dos instrumentos mais populares dos séculos XX e XXI.

Em 1947, a guitarra de Paul A. Bigsby foi fabricada. A seguinte guitarra foi projetada pelo músico de country Merly Travis e, embora não tenha sido um grande sucesso comercial, possui uma característica que viria a se incorporar em grande parte dos modelos de guitarra de corpo maciço que surgiriam posteriormente. Todas as cravelhas se encontram do mesmo lado da cabeça, diferentemente dos primeiros modelos que possuíam 3 cravelhas em cada lado.

Guitarra de Paul A. Bigsby

Como vimos no capítulo anterior, no final dos anos 40 Leo Fender lança a guitarra Telecaster. O modelo trazia uma guitarra de corpo maciço, como fonocaptadores. O braço de madeira de bordo, cravelhas de um lado da cabeça, escudo preto e acabamento do corpo natural, dando à guitarra um design simples que rapidamente se popularizou.

Com a Telecaster, Fender queria um modelo simples e versátil, que conservasse o som puro das cordas, amplificando o seu volume.

Fender Telecaster


A Telecaster, no entanto, era apenas o prelúdio do que viria a seguir. Embora seja comercializada até os dias atuais, o modelo seguinte da Fender tornou-se a grande coqueluche do rock e é, até os dias atuais, um dos modelos mais requisitados pelos músicos.

Em 1954, nasce a Fender Stratocaster. O modelo possui 3 captadores de bobina simples, ao contrário da maioria das guitarras que possuem 2. Possui uma ponte móvel, com uma alavanca de trêmulo, que provoca variação na afinação do instrumento. Também possui um seletor de 5 posições: 1 Braço; 2 braço + centro; 3 centro; 4 centro + ponte; 5 ponte. (SALVAT, 2014)
Fender Stratocaster

O sucesso da Fender Stratocaster se confunde com a história de um dos mais meteóricos guitarristas de todos os tempos, o profeta da "religião elétrica": Jimmi Hendrix. A relação do Voodoo Child com suas guitarras era tão selvagem quanto sua relação com as mulheres. Ora doce, ora violento, dormia com suas guitarras e ateava fogo nelas em seus shows. Sempre executando malabarismos, tocando nas costas ou com os dentes. Até os dias atuais, é tido como um dos maiores guitarristas de todos os tempos, admirado por grandes papas como Éric Clapton.



"Ele tinha relacionamentos sérios e casos passageiros. Mas nada conseguia se colocar entre Jimmi e sua guitarra" revelou o baterista Mitch Mitchell (Comfort, 2010, p.38).


Jimmi Hendrix e sua Stratocaster


No mesmo ano de lançamento da Stratocaster, surge também a guitarra Semiacústica Gretsch White Falcon.

A fábrica de instrumentos Gretsch foi fundada pelo imigrante alemão Friedrich Gretsch em 1883. A Falcon surge como uma concorrente da Gibson. Diferentemente das guitarras Fender e seus modelos simples de guitarra de corpo sólido, a Falcon possui um design mais elaborado, com acabamentos dourados. Custava em média US$ 600,00, o que hj corresponderia a US$ 4 mil. Portanto era um sonho de consumo aos guitarristas.

Gretsch White Falcon

Alguns do ícones conhecidos por utilizarem este modelo de guitarra são Neil Young, Brian Jones(Rolling Stones) e Bono Vox
Bono Vox do U2
Nossa Viagem pela história da guitarra não pára por aqui. Em breve, um novo capítulo para os amantes deste instrumento. Aguardem!!!

Leiam também o primeiro capítulo desta série:
História da Guitarra: Parte 1

Parceiro: Casa da Musika

Referências:

Comfort, David. O Livro dos Mortos do Rock: Revelações sobre a vida e a morte de sete lendas do Rock'N'Roll. tradução Ricardo Giassetti, Roberta Bronzatto - São Paulo: Aleph, 2010.

Coleção Instrumentos Musicais: Guitarra. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo - SP, 2012.

Guitar Collection Vol 1: Guitarra Rock. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo - SP.

Guitar Collection Vol 6: Guitarra Country Rock. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo - SP.

http://www.premierguitar.com/ext/resources/archives/ba4454d4-3599-4536-b834-99b49e33b2b0.JPG

http://cdn.mos.musicradar.com/images/Guitarist/359/roland-g-5-vg-fender-stratocaster-630-80.jpg

http://truefire.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/FenderBroadcaster.jpg

http://40.media.tumblr.com/tumblr_lely4uxH6U1qcfymlo1_1280.jpg

http://www.gretsch.com.br/padrao/padrao.php?link=produtos&linha=C0797]

http://i1.r7.com/data/files/2C92/94A4/2D46/BCBB/012D/575E/EF28/19C0/AP%20bono.jpg

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Família dos Instrumentos: Metais



Os metais.


Os principais instrumentos são os trompas, os trompetes, os tubas e os trombones.

Trompa: Surgiu na França, por volta de 1650. Como um desenvolvimento da trompa de caça, que, por sua vez, se originou dos primitivos instrumentos feitos com chifres de animais. Já no final do século XVII foi integrada à orquestra.
Trompa de caça

Consiste num longo tubo cilíndrico de 2 metros, recurvado sobre si mesmo numa espiral de duas voltas. Na extremidade mais estreita, localiza-se o bocal, em forma de funil, e, na outra, o pavilhão. O som é controlado por 3 válvulas, incorporadas ao instrumento no início do século XIX pelos fabricantes Blühmel e Stölzel (alemães) e Leopold Uhlmann (austríaco). Esse mecanismo permitiu a execução de todos os sons cromáticos da escala.
A trompa emite um som aveludado e suave e sua afinação é em fá ou si bemol. Alcança 2 oitavas e uma Quinta (si3 a fá4). Considerada indispensável na orquestra a partir de 1830, foi utilizada também como solista por inúmeros compositores. Um dos efeitos utilizados na trompa é a “surdina”, que se consegue quando o intérprete coloca a mão ou uma peça de madeira no pavilhão, obtendo um apagamento do som.



Trompete: O mais agudo entre os metais, o trompete se originou, provavelmente, no Egito Antigo, no II milênio antes de Cristo, tendo adquirido importância como instrumento musical a partir do século XVII, ao ser introduzido na orquestra.
Sua forma atual data da primeira metade do século XIX, quando os fabricantes alemães Blühmel e Stölzel criaram o sistema de 3 pistões, que tornou o instrumento mais versátil, aumentando seu registro e tornando sua execução menos difícil. Pode ser afinado em ré ou, mais comumente, em si bemol ou dó.
Consiste num tubo cilíndrico recurvado sobre si mesmo, em cujas extremidades ficam o pavilhão e o bocal. A qualidade do som pode ser modificada com a surdina, peça de madeira introduzida no pavilhão. Alcança 2 oitavas e meia, começando do fá abaixo do dó médio.
Tem sonoridade brilhante e penetrante. É muito usado pelos compositores em uníssono com as cordas e as madeiras da orquestra, como também em solos.



Tuba: O mais grave entre os metais, a tuba surgiu por volta de 1835, em Berlim, inventada por Wilhelm Wieprecht e construída por Johann G. Moritz. No entanto, o modelo mais comumente empregado na orquestra foi desenvolvido, por volta de 1845, pelo belga Adolphe Sax.
Consiste num tubo cilíndrico, recurvado sobre si mesmo, e que termina num pavilhão em forma de sino. O som é controlado por válvulas ou pistões, cujo número varia de 3 a 5. De timbre suave e surpreendentemente ágil, apesar de seu grande porte, a tuba foi introduzida na orquestra por volta de 1850. É afinada em fá e alcança 3 oitavas (fá1 a fá3).
Indispensável na orquestra sinfônica foi por vezes utilizada em solos orquestrais. É muito usada também nas bandas militares.

                                          

A “tuba wagneriana”, idealizada por Wagner para a sua tetralogia O anel dos Nibelungos, possui estrutura semelhante à da trompa (bocal e pavilhão recurvado). É afinada em si bemol e em fá e sua extensão vai do mi bemol1 ao ré4. Além de Wagner, Bruckner, R. Staruss e Stravinsky utilizaram-na em algumas de suas obras.

                 Tuba Wagneriana
                                                        

Trombone: Surgiu provavelmente na França quinhentista, a partir de modificações introduzidas no trompete. Sua principal característica são as varas corrediças, cuja função é controlar a emissão e a altura do som.
O corpo principal; do instrumento, extremamente simples, é formado por dois tubos paralelos, presos um ao outro. Numa extremidade está o bocal e na outra o pavilhão. Atualmente, é construído em 3 tamanhos: tenor, contralto e baixo. O primeiro é o mais utilizado em orquestras sinfônicas e é afinado em si bemol, soando uma oitava abaixo do trompete.  No registro baixo, também pode ser afinado em Sol.
Indispensável à orquestra, na qual foi introduzido por Beethoven, foi tratado como solista por muitos outros compositores também.
No século XIX, um outro tipo de trombone, denominado de êmbolos, com 3 válvulas, era muito empregado nas orquestras, mas acabou perdendo seu lugar para o trombone de vara.

 

Leiam também as outras matérias sobre as famílias dos intrumentos.




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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Família dos Instrumentos: Madeiras

As madeiras.



Inicialmente, as madeiras não eram muito importantes para o conjunto. Porém, ainda que timidamente, elas passaram a fazer parte importante da orquestra. O fagote e o oboé foram os primeiros a serem incorporados, seguidos do traversso (antiga flauta transversa). O clarinete e os auxiliares só apareceram mais tarde. Embora hoje estes instrumentos sejam fabricados de metal, tiveram suas origens como sendo feitos de madeira, portanto prevaleceu a origem nesta classificação.


Oboé: Instrumento antiquíssimo, o tipo utilizado hoje nas orquestras sinfônicas surgiu na França, na segunda metade do século XVII, a partir do desenvolvimento das charamelas medievais e renascentistas. Os primeiros modelos foram fabricados pelos franceses Jean Hotteterre e Michel Philidor, e eram usados pelos músicos da corte de Luís XIV.

Chamarela Medieval
Oboé D'Amore


A forma do moderno oboé, data do período de Haydn e Mozart, embora tenha sofrido algumas importantes modificações no decorrer dos séculos XVIII e XIX, como, por exemplo, o aumento de sua extensão.
Constitui-se de um tubo cônico e palheta dupla, sendo o som controlado por orifícios e chaves. De timbre anasalado, distingue-se perfeitamente dentro da massa orquestral. Seu alcance é de 2 oitavas e meia, começando no si, uma oitava abaixo do dó médio.Utilizado, sobretudo como integrante da orquestra sinfônica, onde é indispensável. Há também considerável literatura para solo do instrumento.
Oboé Moderno

Palheta do Oboé


Corne inglês: De estrutura semelhante à do oboé, distingue-se deste pelo tubo mais longo e por um esférico pavilhão em forma de pêra. Desenvolveu-se a partir do oboé da Caccia (de caça), no século XVII. A origem do nome é desconhecida.
Oboé da Caccia

De timbre suave, soa uma quinta abaixo do oboé e é próprio para melodias tristes e melancólicas. Embora Haydn e Beethoven tenham escrito obras para este instrumento, suas potencialidades só foram amplamente desenvolvidas por Berlioz, Wagner e Dvorák.O corne-inglês não é utilizado com muita freqüência na orquestra sinfônica.
Corne Inglês
Corne Inglês em comparação ao Oboé


Fagote: O fagote é o baixo do grupo das madeiras (flauta, oboé, clarineta, fagote) e, dentre esses instrumentos, é aquele que tem a mais ampla tessitura. São três oitavas e meia, abrangendo do sib –1 até o mi 4 (tomando-se como base o dó central = dó 3). O som do fagote é produzido, tal como na bombarda renascentista, por uma palheta dupla aplicada a um bocal em forma de “S” e feita vibrar pela boca do instrumentista através do sopro.
Fagote antigo

Ele se compõe de uma parte construída de metal (bocal) e de quatro partes construídas de madeira (asa, culatra, baixo e campana), que se encaixam uma na outra e que, quando montadas, perfazem um tubo cônico de 235 cm, tendo um diâmetro inicial de 4 mm. e finalizando em 4 cm.
No tocante às partes de madeira, quando o sistema é alemão, o fagote é quase sempre construído em ácer (em alemão: Ahorn; em inglês: maple wood); quando seu sistema é francês, a madeira usada é tradicionalmente o jacarandá.  Como o ácer é uma madeira muito clara, quase branca, o fagote é normalmente tingido com alguma coloração que lembre a nobreza da cor do mogno. O jacarandá, por ser já de natureza mais escuro, não recebe corante e tende automaticamente ao marrom.

Fagote Moderno

Contrafagote: Este instrumento soa uma oitava abaixo do fagote. Surgiu em 1714, criado por Andreas Eichentopf, em Leipzig, sendo ocasionalmente utilizado pelos compositores clássicos.
O moderno contrafagote segue o desenho idealizado, em 1870, pelo alemão Johann Heckel. De estrutura semelhante ao fagote, seu tubo, no entanto, se curva 4 vezes sobre si mesmo. Distingue-se também por um pavilhão de metal voltado para baixo.
O instrumento alcança 3 oitavas, sendo o si bemol a sua nota mais grave. Nas raras vezes em que aparece como solo dentro da massa orquestral, tem por função criar atmosferas lúgubres ou grotescas.



Flauta transversa: Um dos instrumentos mais antigos, a flauta transversal, utilizada regularmente na moderna orquestra sinfônica, surgiu no século IX, antes de Cristo, provavelmente na Ásia. Introduzida na Europa ocidental através da cultura bizantina, no século XII depois de Cristo, era geralmente associada à música militar. Somente na segunda metade do século XVII é que passou a integrar a orquestra.
A moderna flauta transversal nasceu das transformações operadas no antigo instrumento pelo alemão Theobald Boehm, por volta de 1840. Feita em metal, geralmente prata, constitui-se de um tubo cilíndrico de 67 cm. de comprimento por 19 mm. de diâmetro. Divide-se em 3 partes: cabeça ou bocal, corpo e pé.

O bocal tem por função manter rigorosamente o equilíbrio da afinação; o corpo e o pé contêm orifícios e chaves, cuja finalidade é diminuir ou aumentar o comprimento da coluna de ar no interior do tubo. Soprada lateralmente, seu alcance é de 3 oitavas (dó3 a dó6). Tem sido tratada como instrumento solista e como instrumento da orquestra, sendo o mais agudo entre os membros regulares do grupo das madeiras.
Existiram na Antigüidade diversos outros tipos de flauta. No entanto, a única que coexistiu com a flauta transversal foi a flauta doce, soprada pela ponta, muito usada pelos músicos renascentistas e barrocos.
Família de Flautas Doce

O flautim ou piccolo, versão menor da flauta transversal, cujo tubo tem aproximadamente metade do comprimento da flauta. É o instrumento mais agudo da orquestra, da qual não é, entretanto, um elemento essencial. Alcança quase 3 oitavas (ré4 a dó7).

Há ainda a flauta baixa, que se usa para sons mais graves. Prolonga-se o comprimento do tubo ou em alguns casos, constrói-se com um cotovelo pelo qual o tubo se aproxima, no outro extremo, à posição da boquilha.


Clarinete: Surgiu no final do século XVII, a partir do aperfeiçoamento da charamela, levado a cabo por Johann Christopher Denner, conhecido fabricante de flautas de Niremberg. No século seguinte, passou a integrar a orquestra sinfônica. Por volta de 1840, atingiu sua estrutura definitiva, com a introdução do sistema de chaves de Theobald Boehm, que já havia sido aplicado com sucesso na flauta.
Ao logo dos tempos, foram criados clarinetes de dimensões e timbres variados. Há cinco modelos ainda em uso:
-   Em mi bemol - o soprano da família, também denominado “requinta”;
-   Em dó – de timbre brilhante;
-   Em si bemol – o mais usado na atualidade;
-   Em lá – de pouco uso;
-   Clarinete-baixo em si bemol – uma oitava abaixo do outro de mesma tonalidade.

Constitui-se de um tubo cilíndrico dividido em 4 partes: pavilhão, corpo inferior, corpo superior e barrilete. Neste está embutida a boquilha, na qual se adapta uma palheta simples.
Mozart foi um dos primeiros compositores a explorar o clarinete como instrumento solista, compondo um concerto e várias peças de câmara. A sua escrita para o clarinete, favorecendo a beleza do registro grave do instrumento e um equilíbrio e fluência em toda a sua ampla tessitura, faz-nos pensar na escrita vocal e não é difícil imaginar tratar-se por vezes de uma voz de soprano. O uso do clarinete obbligato como dramatis persona em La Clemenza di Tito encontra-se na linha de uma tradição vienense do início do séc. XVIII, na qual se inscrevem múltiplas óperas, evidenciando uma relação estreita entre a voz e o chalumeau que, tomado como objeto significante, é associado a sentimentos específicos de caráter amoroso ou pastoral.


Criado em 1810, o clarinete-baixo ou clarone também é utilizado na orquestra sinfônica, embora com menor freqüência. Distingue-se do clarinete propriamente dito, pelo pavilhão recurvado e pelo diapasão mais grave.


Leiam também as 2 primeiras matérias sobre a família dos instrumentos.
Família das Violas
Família dos Violinos

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Família dos Instrumentos: Violino


Dando continuidade ao tema Família dos Instrumentos, veremos a seguir um pouco da história da família dos violinos.

A família dos violinos.


Surgiu como uma evolução das violas e acabou substituído-as. Também são instrumentos de cordas friccionadas por um arco. Fazem parte da família os violinos, que ficam dispostos na orquestra em duas seções (1ºs e 2ºs violinos), o violoncelo e o contrabaixo. Uma curiosidade está no fato de que o tamanho do arco é inversamente proporcional ao tamanho do instrumento, ou seja, quanto maior o instrumento, menor o arco.

Arco do violino


Violino: Desenvolvido no século XVI pelos italianos Andrea Amati, de Cremona, e Gasparo da Salò, de Brescia, a partir do aperfeiçoamento do primitivo instrumento de 3 cordas, parece, à primeira vista, que, dessa época até os dias de hoje, o violino não sofreu transformações em sua estrutura. No século XVI, eram comuns violinos menores, como os chamados “pochette”, usados pelos mestres de dança e que eram guardados nos bolsos (poches) de suas casacas.
Na verdade, porém, a partir das inovações introduzidas por Antonio Stradivarius, por volta de 1700, o instrumento passou por pequenas, mas significativas mudanças estruturais, para que pudesse atender às necessidades das sucessivas gerações de compositores e intérpretes. No século XIX, o surgimento das grandes salas de concerto e o aparecimento da figura do “virtuose” levaram às alterações que lhe deram a feição definitiva e que redundaram num timbre mais volumoso e brilhante.
De aparência simples, é um instrumento de extraordinária complexidade, composto de quase 70 peças diferentes. Constitui-se basicamente de 4 cordas, afinadas em quintas (mi4, lá3, ré3 e sol2) e que atingem mais de 4 oitavas e meia, uma caixa de ressonância em forma de oito e um braço preso à caixa por um cepo. No interior da caixa, há uma prancheta chamada “cadeira” e um pequeno cilindro vertical denominado “alma”. Ambos têm por finalidade melhorar a sonoridade, além de dar mais solidez à parte superior da caixa de ressonância, o “tampo harmônico”, em cuja parte central encontra-se o “cavalete”, por onde passam as cordas.
O violino, o mais agudo e versátil instrumento de cordas, é indispensável na orquestra sinfônica e no quarteto de câmara.
  
                                                                                                  

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Viola: Remanescente da família das violas, também chamada de viola de arco (vide Família dos Intrumentos: Viola). É um pouco maior e mais grave do que o violino. Após ser agregado à família dos Violinos, passou a adotar os desenhos de "F" característicos desta família.


Comparação entre violino e Viola


Cello ou Violoncelo: Construído no século XVI, à maneira do violino e para ser tocado como a viola de gamba, pelos mestres italianos Andres Amati, Gasparo da Salò, Maggini e outros, esse instrumento de timbre grave e aveludado tinha a função de reforçar os baixos da orquestra.
Em seus primórdios, exercia papel secundário, sendo utilizado ora como baixo contínuo, juntamente com o cravo, ora como simples pedal da orquestra. Somente a partir do final do século XVII é que se firmou como instrumento solista, substituindo a “viola de gamba”.

De estrutura semelhante à do violino e à da viola, diferencia-se destes pelo comprimento (1,19 m.), como também pela caixa de ressonância, proporcionalmente mais funda. Possui 4 cordas afinadas uma oitava abaixo das cordas da viola, também em quintas (dó1, sol1, ré2 e lá2), e seu registro médio é de 3 oitavas e meia.
A princípio, o corpo do violoncelo variava de dimensões. O comprimento atual foi fixado no século XVII, por Stradivarius. Assim como o violino e a viola, é indispensável na orquestra sinfônica e no quarteto de cordas.
Posição para se tocar o cello


Contrabaixo: O mais grave e maior instrumento de cordas e arco, o contrabaixo surgiu também no século XVI, na Itália, modelado a partir do “violone”, instrumento de cordas medieval. No decorrer dos séculos, foram feitas várias experiências no tocante a suas dimensões, estrutura da caixa de ressonância e número de cordas.
O contrabaixo usado atualmente mede 1,82 m. de comprimento e possui 4 cordas afinadas em Quarta (mi, lá, ré e sol). Seu registro médio é de pouco mais de duas oitavas, começando pelo “mi” mais grave da escala. Para solos, utiliza-se, muitas vezes, um instrumento um pouco menor, que apareceram no século XVII. Às vezes, podem ter uma Quinta corda, afinada em Dó superior.

Para sua execução, empregam-se dois tipos de arco: o francês, mais comum, e o Simandl ou Dragonetti, de empunhadura especial, que proporciona maior peso do arco sobre as cordas do instrumento, extraindo delas um som mais forte e homogêneo. Em geral na música popular e, com menos freqüência, na erudita, é executado sem o uso do arco, com as cordas sendo dedilhadas (“pizzicato”).
Indispensável na música sinfônica, o contrabaixo tem por função básica reforçar os baixos da orquestra. Raramente funciona como solista.






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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Famílias dos Instrumentos: Violas.

Iniciando uma nova série de posts sobre a história da música, desta vez falaremos da história e evolução dos instrumentos orquestrais. Iniciando com a família das violas.

A família das violas




Consiste em instrumentos de cordas friccionadas por meio de um arco. Desta família fazem parte o violone, a viola da gamba e a viola da braccia. Foi, aos poucos, substituída pela família dos violinos, restando apenas a viola de braço, hoje conhecida simplesmente como viola.

Violone: instrumento de som grave que foi pouco utilizado na música erudita. Também chamado de rabecão, era um pouco maior que o cello e dará origem ao atual contrabaixo. Foi criado na era medieval e ficou obsoleto após a invenção do contrabaixo.


Viola da gamba: Surgiu na Península Ibérica em meados do século XV e ganhou toda a Europa. Na Itália, recebeu seu atual nome pois “gamba”, em italiano, significa perna instrumento que para ser tocado é sustentado entre as pernas. Possuíam trastes. No século XVI surgem violas de vários tamanhos como a soprano, tenor e a viola contrabaixo ou violone, constituindo uma verdadeira família. O Consort of Viols, conjunto de violas, foi a formação instrumental mais popular da Renascença. No século XVII, a tendência por uma música com sonoridade mais forte e cantante no registro agudo levou à preferência pelo violino, fazendo com que as violas soprano e tenor perdessem o seu favoritismo. Até o final do século XVIII, a viola da gamba baixo era muito estimada e conheceu um período glorioso nas cortes européias, principalmente na França, com um repertório extremamente virtuoso. Aos poucos foi perdendo a sua predileção para o violoncelo, até cair em desuso.



Viola de braço: Suas origens parecem remontar ao século XVI na Itália. As primeira violas modernas de que se tem conhecimento foram fabricadas por Andre Amati e Gasparo da Salò e possuíam dimensões um pouco maiores do que as atuais. No século seguinte, Stradivarius e Andrea Guarnerius criaram modelos de tamanho mais reduzido, que se firmaram através dos séculos. Chamada atualmente de viola, ela é um pouco maior que o violino, e timbre é ligeiramente mais grave que mesmo (uma quinta abaixo) e suas 4 cordas são, como no violino, afinadas em quintas (dó2, sol2, ré3 e lá3).

A partir de Haydn e Mozart, a viola ganhou importância como instrumento de câmara e sinfônico. No século XIX, foi valorizada por Berlioz e Richard Strauss, que compuseram solos do instrumento. No século XX, no entanto, é que surgiram as primeiras obras para viola desacompanhada, como as sonatas de Paul Hindemith.

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